Você está prestes a ler talvez as palavras mais confusas dos últimos tempos. Talvez tão confusas que você queira parar de ler, tudo bem, eu também pararia, se não me sentisse tão confusa quanto elas. Talvez você pare por não se identificar com elas... Tudo bem, eu também não leria se elas não estivessem saindo de minha própria mente. Ou ainda, você pare por perceber que elas saem da cabeça de uma menina de 15 anos, que naturalmente não sabe de nada. Tudo bem, eu também não ouviria (e talvez, infelizmente, não ouvirei a medida que envelheço). Eu não estou escrevendo aqui para elogiar ou criticar ninguém, só expondo ideias.
A confusão do ser humano, coisa magnífica... Tenho certa noção que ela surge do momento em que o próprio percebe de que algo não o agrada. Ou você já viu alguém confuso e contente ao mesmo tempo? Junto com o desagrado, vêm os questionamentos: qual o certo, qual o errado? E algumas pessoas automaticamente, em certos assuntos, decidem repreender tudo o que contradiz o que elas sabem ou fazem. Pergunte realmente para si mesmo: seria isso certo? Como e por que podemos dizer que é errado
Tudo e todos têm seu lado bom e seu lado ruim. Talvez o lado ruim se sobressaia, mas ainda existe o bom em algum cantinho. Todos agem da maneira que acham correta para si mesmos, sendo assim o certo e o errado inteiramente relativos. O problema é que deixamos de nos aproximar de coisas maravilhosas por causa de um pequeno defeito, nos centramos apenas nas coisas ruins. Não esperarmos para botar todos os conceitos em uma balança, mas nos focarmos nas marcas de uma primeira impressão vem a ser um grande defeito.
Como esperamos que perdoem nossos defeitos se nós mesmos não perdoamos as faltas do outro? Como esperamos que tudo melhore se nós não nos esforçamos em prol do bem?
É decepcionante ter a noção de que nunca poderemos melhorar o mundo.