quinta-feira, 19 de abril de 2012

Acorrentado

Das algemas que me prendem Uma tem meu nome E a outra, um nome que finjo não ser meu

Leia Mais…

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

De quase-morte


A primeira coisa que percebi quando acordei foi estar sentada na cadeira mais dura que já sentara durante toda a minha vida. Mas seria aquilo vida? Acho que não, estava morta, certamente. Notei pela luz do lugar, era claro demais, quase branco, e vazio demais: cena típica de filmes. Apesar da claridade, percebi estar em algo como um tribunal, e eu era aparentemente o réu. Esfreguei os olhos umas boas vinte vezes até me acostumar com a luz do lugar e me perguntei o que aconteceria dali em diante. Seria essa minha sentença? Viver ali sozinha por uma eternidade? Alguns minutos se passaram enquanto eu contava mentalmente todas as coisas de ruim que já fizera e poderia ser culpada por.
Foi quando ouvi um barulho alto de portas, pareciam aquelas enormes que se vê só em palácios, e por mais que eu virasse a cabeça por todos os lados, não encontrava porta alguma e nenhum sinal de quem eram os passos que se aproximavam. Me ocupei em roer unhas enquanto esperava minha companhia que tardava a chegar, e como tardava. Acabei pegando no sono e levantei de susto quando os passos ficaram mais altos. Virei o rosto no tempo certo de ver minha mãe caminhando em minha direção. Comecei a falar com ela, perguntar o que acontecia, mas ela simplesmente parecia não me ouvir. Gritei com ela, como se tivesse 16 anos de novo e estivéssemos brigando, mesmo assim, nada. Ela passou lentamente por mim, sem olhar para o lado, sentou-se onde as testemunhas devem sentar e, sem nenhum rodeio ou apresentação, começou a falar. No começo não entendi muito bem sobre o que, mas não tardei a perceber que ela explanava sobre mim, sobre minha vida. E apesar de falar sobre minhas qualidades, eu prestava mais atenção em meus defeitos.
Quer dizer, eu tentei ser uma pessoa boa, não tentei? Sempre fui muito paciente, tinha bons amigos, voltava cedo para casa, fiz uma boa faculdade, consegui um emprego bom. Só não fiz mais coisas como casar e ter filhos por ter aparentemente morrido tão cedo. Tive a vida que a sociedade considera boa, que me fizeram acreditar ser boa, e eu estava completamente satisfeita.
Mas minha mãe não. Ela continuou explanando sobre mim e dava ênfase aos meus problemas, da infância até a adolescência. Lembrou de cada trauma que até caíram lágrimas de meus olhos. Percebi que talvez aquela fosse minha sentença, ter que passar a eternidade ouvindo minha mãe falar sobre meus problemas em minha frente, sem um pingo de pena. Horas pareceram passar e ela continuava falando cada detalhe do início ao fim de minha vida. Até que ela se calou. Minha mãe me deixou sozinha às lágrimas e ao mesmo tempo que voltava do lugar de onde havia vindo, ouvi novos passos se aproximando. Esses novos passos também tardaram a chegar, assim como minha mãe havia feito. Minutos depois pude ver meu pai sentado, pronto para depor contra mim.
E assim passou-se o tempo. Uma a uma, cada pessoa que fez parte da minha vida um segundinho sequer, foi dar seu depoimento. Eles não mentiam, não tentavam me defender ou me acusar. Só contavam fatos, um espelho legítimo da minha vida inteira. E apesar de tudo ser somente a verdade, eu me sentia cada vez pior, via o quanto errara e fora injusta. O tempo parecia passar tão devagar, sem dúvidas passei mais de um ano inteiro ali sentada. E por mais morta que estivesse, meu corpo doía de ficar na mesma posição. Ali percebi não estar completamente morta, mas sim num estado de quase-morte. De vez em quando eu deixava minhas visitas falando sozinhas para poder esticar as pernas por aí. Mas logo voltava, parecia meu dever escutar cada palavra.
Depois de um tempo parei de me sentir mal. Parei de lacrimejar ao ouvir a minha história contada por meus próprios personagens. Só ouvia e lembrava.
Eu estava tão acostumada com as vozes cessando e o intervalo para que a próxima pessoa entrasse para falar que nem notei quando ninguém mais entrou para dar seu depoimento. Acho que passei uns bons dias no silêncio até perceber que ninguém mais entraria. Olhei para todos os lados e minha única companhia era o branco total. Logo ouvi um barulho vindo da bancada logo a minha frente, mas ela era tão alta que só via uma sombra. Eu já não tinha medo, parecia que já tinha vivido tudo o que há de pior nesse mundo.
A última palavra que ouvi nessa minha quase-morte foi "culpada". Tive mais dois segundos para pensar em milhares de coisas. Incrível como a mente pode trabalhar rapidamente de vez em quando. Pensei em quantas coisas deixei de fazer em vida, pensei nos sonhos que deixei para trás e não deveria, mas principalmente, pensei em como aquela voz era familiar. Levei dois milésimos para notar que a voz era a minha própria. Era eu mesma quem me julgava. Eu mesma quem me sentenciava a partir do depoimento de outros. Após esses dois segundos, a claridão me envolveu e a partir daí podia ter certeza absoluta de minha morte.

Leia Mais…

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sobre amor

Então você vê loucos gritando do fundo de seus pulmões
Conhecimentos sobre amar e ser amado
E se pergunta de onde inventam tanta baboseira
Pois amor pra ti foi sempre amar desacompanhado

Leia Mais…

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vive, menina!


Não te preocupa tanto, menina
Que o mundo se auto-repara
E o que te preocupava tanto
Em dois segundinhos acaba

Acalma o coração, pequena
Que ele vai bater forte até teu último dia
E em um momento ele não vai mais bater
Por quem antes batia

Segura a ansiedade, guria
Tuas palavras vão ser ouvidas
Os grandes são louvados fora de época
Enquanto suas carnes são digeridas

Toma coragem, pequena
Enfrenta teus problemas
Não tenha medo de tudo
O que te faz mal não vale a pena


Vive tua vida, menina
Renova tuas crenças
Vive novas aventuras
Que a vida é mais curta do que pensa.

Leia Mais…

segunda-feira, 13 de junho de 2011

oãsufnoC



Você está prestes a ler talvez as palavras mais confusas dos últimos tempos. Talvez tão confusas que você queira parar de ler, tudo bem, eu também pararia, se não me sentisse tão confusa quanto elas. Talvez você pare por não se identificar com elas... Tudo bem, eu também não leria se elas não estivessem saindo de minha própria mente. Ou ainda, você pare por perceber que elas saem da cabeça de uma menina de 15 anos, que naturalmente não sabe de nada. Tudo bem, eu também não ouviria (e talvez, infelizmente, não ouvirei a medida que envelheço). Eu não estou escrevendo aqui para elogiar ou criticar ninguém, só expondo ideias.
A confusão do ser humano, coisa magnífica... Tenho certa noção que ela surge do momento em que o próprio percebe de que algo não o agrada. Ou você já viu alguém confuso e contente ao mesmo tempo? Junto com o desagrado, vêm os questionamentos: qual o certo, qual o errado? E algumas pessoas automaticamente, em certos assuntos, decidem repreender tudo o que contradiz o que elas sabem ou fazem. Pergunte realmente para si mesmo: seria isso certo? Como e por que podemos dizer que é errado
Tudo e todos têm seu lado bom e seu lado ruim. Talvez o lado ruim se sobressaia, mas ainda existe o bom em algum cantinho. Todos agem da maneira que acham correta para si mesmos, sendo assim o certo e o errado inteiramente relativos. O problema é que deixamos de nos aproximar de coisas maravilhosas por causa de um pequeno defeito, nos centramos apenas nas coisas ruins. Não esperarmos para botar todos os conceitos em uma balança, mas nos focarmos nas marcas de uma primeira impressão vem a ser um grande defeito.
Como esperamos que perdoem nossos defeitos se nós mesmos não perdoamos as faltas do outro? Como esperamos que tudo melhore se nós não nos esforçamos em prol do bem?
É decepcionante ter a noção de que nunca poderemos melhorar o mundo.

Leia Mais…

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sorria

Sorria, o mundo pede, as pessoas pedem. Sorria, mas não o force: divirta-se e então, sorria! Sorria, todos estão olhando, esperando que seu sorriso faça a alegria deles. Não se acanhe, em uma convenção de mal-humorados seja o primeiro à abrir um grande sorriso, será seguido, certamente. Um sorriso é contagioso como uma doença: a mais bela doença que já vi em minha vida... E mesmo sendo doença, também serve como remédio: contra a dor, contra o mal, contra a tristeza e contra as lágrimas.
Sorria quando o mundo lhe parecer injusto, inseguro e irreal. Um só sorriso te ajudará à não se deixar levar por maldades. Sorria para amigos que estão em situações ruins, não deixe que eles mesmos se deixem levar pela tristeza. Seja você o responsável por sorrisos.
Sorria antes que seja tarde, antes que tudo se escureça, pois esse dia pode estar próximo, e eu não falo de morte. Apenas sorria.
Sorrisos podem mudar vidas, sabia?

Leia Mais…

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

dois mil e onze

Quero aproveitar esse espaço que tenho para compartilhar lembranças de um ano inteiro que já passou e pedidos e objetivos de um ano que quero acolher bem.
Bem, digamos que 2010 não fora o melhor ano da minha vida... Houveram tantas coisas ruins nele, que se for contar acho que vencem as boas. Mas mesmo assim, 2010 me fez crescer, espero que quando eu estiver triste, eu lembre que não vale de nada ficar assim, que a vida é bela e que tudo melhora, tudo melhora... Foram tantos estudos, compromissos, responsabilidades, mas tudo valeu a pena (ou valerá). O que seria de mim hoje se não tivesse virado presidente do Interact? Claro que isso trouxe para mim grandes responsabilidades e compromissos, mas quando eu olhar pra trás vou apenas lembrar da satisfação e da alegria.
Obrigada por tudo 2010, mas obrigada principalmente por estar acabando!

Enfim, eu estou terrivelmente feliz com essa virada de ano, para mim ela significa muito mais do que um ano novo... significa uma vida nova.
E por isso mesmo, fiz uma lista de esperanças/objetivos/pedidos para doismileonze, que espero acontecer:

A primeira pode ser contada como uma esperança e um objetivo ao mesmo tempo, é ter mais paciência com tudo e todos, afinal, é o que eu espero que os outros também tenham comigo. A segunda está mais para um desejo, e é a felicidade, espero que cada momento seja recheado com ela. O terceiro, claro, amor, sempre... O quarto, energia, a qual eu vou precisar. A quinta, talvez um tanto idiota, mas a criatividade, para que meus sonhos possam voar a cada vez mais alto. Talvez essas sejam somente algumas, mas são as principais. Claro que ir bem no vestibular também está junto.

Enfim, desejo à todos um ótimo 2011, que seja muito melhor do que 2010, e que tudo se realize, nesse ano ímpar.

Leia Mais…
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...